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sexta-feira, 27 de maio de 2011

"Eu, quem sou eu???" - Nuno Duarte

Nem eu sei quem eu sou.
Além de ser o que não sei.
Eu penso que sou...
Humm...
Um génio da loucura
Que gosta de ver e sentir
O corpo da mulher que ama
E de sonhar com ela
De ouvir a música que gosta
Além disso, nada sei...
Mas sei que tudo está aqui ao pé de mim
E eu sinto que não estou no vazio do tempo
É assim que eu sou
O nada que tudo quer
O nada que quer o que todos querem
O nada que quer o prazer
O nada que quer viver a loucura da mulher amada
Eu sou o nada
in http://www.myspace.com/n_d_666

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Tabacaria" - Álvaro de Campos (com voz de João Villaret e música de Dead Combo)

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.

Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.

Tabacaria de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
Narração por João Villaret
Música por Dead Combo

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tiago na toca

Onde anda a parte simples como desenho minimal?
A toca fica oca se não sopra ou respira
A faca já não corta se ninguém a afia
O leme fica perro se o rumo não desprende
A saída é um erro


Na toca o princípio nem existe
Cá dentro há gigantes que nos regem
Como risos que não fingem
É eufórica a alegria e de sangue a agonia
Porque também se pode querer no que há do outro lado
E é sempre credível
Um conceito credível onde a mão é mais quadrada
E a mensagem estudada e mais limpa do ruído
Como aquelas fotografias onde estamos bem vestidos…
Mas eu gosto do ruído
Eu quero do ruído outras coisas que viajam
Que são espelho do que somos como forças à deriva
Que não prendem ou controlam e são ventos sem vontade...
Mas que não param.


Eu quero a parte fraca porque é nela que nos vemos
Desafio a parte forte para agarrar no mundo
Quero o medo da coragem e a coragem de ter medo
Tenho um corte que desvenda
Quero o fruto que se colhe


Pode ser anjo, ou demónio mas na toca não se escolhe.

Retirado de: Myspace Tiago na toca

domingo, 6 de junho de 2010

Amanhã é hoje, sempre: definições do amanhã.

"Breve é a vida e eu sempre a teimar viver o amanhã
Para a semana, no próximo mês, no fim do ano, talvez para o ano
É no hoje que vivo e é no hoje que vou morrer
Amanhã, sempre o amanhã, como um vício o tempo rasgo."
Aida Nuno

"Porque amanhã é sempre tarde demais"
Pedro Abrunhosa

"Como será amanhã?
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será
Como Deus quiser
Como será?..."
João Sérgio

"Porque o amanhã, sabes bem é sempre longe demais"
Rádio Macau

"Amanhã, apesar de hoje, será a estrada que surge para se trilhar"
Guilherme Arantes

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"QUEM MORRE?" - Pablo Neruda

Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo...

Morre lentamente quem se transforma em
escravo do hábito, repetindo todos os dias os
mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou não
conversa com quem não conhece...

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e
os pontos sobre os "is" em detrimento de
um redemoinho de emoções justamente as que
resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa
quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos
uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias
queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto
antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto
que desconhece ou não responde quando lhe
indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige
um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Sonho de pesar

"Mesmo eu , o que sonha tanto, tenho intervalos em que o sonho me foge. Então as coisas aparecem-me nítidas. Esvai-se a névoa de quem me cerco. E todas as arestas visíveis ferem a carne da minha alma. Todas as durezas olhadas me magoam o conhêce-las durezas. Todos os pesos visíveis de objectos me pesam por a alma dentro."

de O LIVRO DO DESASSOSSEGO - Fernando Pessoa (composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa) http://www.triplov.com/fernando_pessoa/bernardo_soares/frag80.htm

O canto dos brinquedos

"Quando ponho de parte os meus artifícios e arrumo a um canto, com um cuidado cheio de carinho - com vontade de lhes dar beijos - os meus brinquedos, as palavras, as imagens, as frases - fico tão pequeno e inofensivo, tão só num quarto tão grande e tão triste, tão profundamente triste!... "

de O LIVRO DO DESASSOSSEGO - Fernando Pessoa (composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa) http://www.triplov.com/fernando_pessoa/bernardo_soares/frag88.htm

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Living in the woods by Thoreau


"I went to the woods because I wished to live deliberately, to front only the essential facts of life, and see if I could not learn what it had to teach, and not, when I came to die, discover that I had not lived. I did not wish to live what was not life, living is so dear; nor did I wish to practise resignation, unless it was quite necessary. I wanted to live deep and suck out all the marrow of life, to live so sturdily and Spartan-like as to put to rout all that was not life, to cut a broad swath and shave close, to drive life into a corner, and reduce it to its lowest terms, and, if it proved to be mean, why then to get the whole and genuine meanness of it, and publish its meanness to the world; or if it were sublime, to know it by experience, and be able to give a true account of it in my next excursion. For most men, it appears to me, are in a strange uncertainty about it, whether it is of the devil or of God, and have somewhat hastily concluded that it is the chief end of man here to "glorify God and enjoy him forever.""


do capítulo Where I Lived, and What I Lived for de Walden por Henry David Thoreau

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Asseio do destino

"Assim como lavamos o corpo deveríamos lavar o destino, mudar de vida como mudamos de roupa - não para salvar a vida, como comemos e dormimos, mas por aquele respeito alheio por nós mesmos, a que propriamente chamamos asseio.

Há muitos em quem o desasseio não é uma disposição da vontade, mas um encolher de ombros da inteligência. E há muitos em quem o apagado e o mesmo da vida não é uma forma de a quererem, ou uma natural conformação com o não tê-la querido, mas um apagamento da inteligência de si mesmos, uma ironia automática do conhecimento.

Há porcos que repugnam a sua própria porcaria, mas se não afastam dela, por aquele mesmo extremo de um sentimento , pelo qual o apavorado se não afasta do perigo. Há porcos de destino, como eu, que se não afastam da banalidade quotidiana por essa mesma atracção da própria impotência. São aves fascinadas pela ausência de serpente; moscas que pairam nos troncos sem ver nada, até chegarem ao alcance viscoso da língua do camaleão.

Assim passeio lentamente a minha inconsciência consciente, no meu tronco de árvore do usual. Assim passei o meu destino que anda, pois eu não ando; o meu tempo que segue, pois eu não sigo."


de O LIVRO DO DESASSOSSEGO - Fernando Pessoa (composto por Bernardo Soares,ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa) http://www.triplov.com/fernando_pessoa/bernardo_soares/frag42.htm

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Quem pode manda, obedece quem quiser... que lógica!!!!


Li algures na world wide web "Quem pode manda, obedece quem quiser..."!

Será que é assim!
Será que podemos dar-nos ao luxo de não obedecer?

E eu que para aqui ando "com a cabeça entre as orelhas", como canta o Godinho, pergunto: E quem é obrigado a obedecer????!!!!! Como fica?



Lógica

Só um decassílabo tem dez versos,
como diria o senhor de La Palice.
Também a lógica pode ser uma batata
como diria o coelho à pequena Alice.

Há ainda muito por descobrir
em tudo aquilo que já sabemos,
mesmo que o sol não esteja parado,
mesmo que a lua não seja a fingir.

E quando penso que chego ao outro lado
é ainda o mesmo que estou a ver;
ou se entro no mar da tranquilidade

o temporal não me dá tempo para o ver.
Um barco em terra, uma carroça no mar,
são os imprevistos com que temos de contar
.

(do livro O Breve Sentimento do Eterno (pg.47) de Nuno Júdice)


Esta lógica já entendo melhor: preparemo-nos na esperança da vinda de melhores tempos e ventos... e marés!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Upado

"Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei"
AC Firmino

"O meu nome é zero nesta democracia"
Pedro Puppe

"Somos os peões, somos campeões"
Jorge Palma

"Ouça, é bem capaz de ser engano, veja bem"
JP Simões

"Há sempre uma lei nova que diz o que só alguns não podem fazer"
João Pedro Coimbra

"Eu passeio, não sei o caminho mas se quiseres vou fazê-lo sozinho"
Armando Teixeira

"Viva quem vive com a cabeça aperrada e dispara bala"
Sérgio Godinho

"Então quais é que são os espelho da nação"
José Mário Branco e Adolfo Lúxuria Canibal

"Sei que com tempo vou poder saber seguir"
Tiago Bettencourt

"Sigo tranquilo, rumo da esperança"
A. Rodrigues

terça-feira, 14 de abril de 2009

Obrigado Amiga!

"Porque consigo ver a tua alma...
Reage, não te deixes abater...NUNCA!!!
Tudo na vida tem um significado, e tudo por que nós passamos é uma aprendizagem, e temos que pensar que é sempre para nosso bem! Tu és forte e eu tenho a certeza que tudo se vai resolver, tudo vai dar certo, tudo vai ficar bem!
Os teus olhos andam tristes, e o teu sorriso anda muito disfarçado do teu VERDADEIRO sorriso! Podes dizer que esta tudo bem, podes conseguir "enganar" muita gente...mas não a mim!Por muito convincente que penses que consigas ser!
A tua vida pode estar uma confusão, mas lembra-te sempre que tens pessoas que gostam muito de ti, que te valorizam e que te querem ver bem! Tudo vale a pena...até quando nós pensamos que nada faz sentido, que nada está certo...um dia havemos de perceber, e entender o porquê!
E ACREDITA SEMPRE EM TI!! Acredita no teu valor e do quanto és importante para muita gente!!
Um dia tudo vai fazer sentido, tudo se vai encaixar...as nuvens vão desaparecer, o sol vai brilhar e a lua te sorrir!
Toda a gente erra na vida, toda a gente falha...nem sempre somos tão bons como aquilo que pensamos ser. Mas cabe-nos a nós modificar tudo aquilo que não fizemos tão bem assim; cabe-nos a nós querer mudar; cabe-nos a nós querer agir e reagir...porque somos nós que fazemos no nosso destino, somos nós que escolhemos o nosso caminho!
Nem tudo é sempre como nós queremos mas um dia a resposta aparece por ai..."


Obrigado pela força!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Árvore

Foto de Zoe (www.olhares.com/zoe)

"A árvore dos desejos, a arvore mágica, o poço dos gritos, a caminhada solitária , a confidência todas as tardes , o por do sol... tudo...."
por Vitor Gordo em 2005-04-09