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segunda-feira, 15 de maio de 2017

"Jardar Como os Bois" - Salgueiro (Dicas do Salgueiro)

Dedicatória minha: o teu novo amor/paixão manda-te esta mensagem!!! 

Assenta-vos como uma luva!!!

Paródia à canção 'Amar pelos Dois', vencedora dParódia à canção 'Amar pelos Dois', vencedora do Festival da Eurovisão 2017 por Dicas do Salgueiro https://www.facebook.com/pg/asdicasdosalgueiro

sábado, 8 de abril de 2017

Deslouco (... de amanhã)


Cada vez que passa da hora
O passado assombra-me
Sem assustar, nem penar
Falta-me sempre a noção
De saber certeza de como estás, hoje

Agora, no teu dia-a-dia, vês-me
Mas nada sabes de mim
Não lês, jà, os meus gestos, olhares, gritos
Nem ela saberia tão menos de mim
Se a minha presença lhe fosse fugaz

Sinto-me só, sendo eu
Sinto-me a rebentar em ego
Por desejar dos teus momentos
Com quem hoje me surge mais

Tenho loucura liberta que baste 
Para te chamar em grito
Em tempo de saudar a maturação da idade
Pinto o teu céu, sem mim
Foi-se-me o teu canto de mim
Não o vejo, na réstia da tua vivacidade

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Penhasco

Estou em frente à janela onde 'me despenhei'
Estou a ouvir o desespero de uma mulher adúltera
Gritando com o som da trovoada ao seu marido
Troveja forte e o vento levanta-se
A alma revolta-se com os erros do passado recente
A alma revolta-se com a impotência na sua correcção

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Liberdade de correr, de saltar, de gritar

Correr, com este frio, é quase como gritar
Quando, em menino, corria sem pensar em nada
Não havia vontade sabida nos gritos de cada
As correrias saiam fluídas e a desgarrar


E crescido... agora, talvez só mais velho
Há sulcos cá dentro que ecoam urros
São um impulso sério dos murros
Que nunca nos apeteceriam em fedelho


O espelho já reflecte rugas e cãs
E as pernas já não correm sem nexo
Há que equilibrar o corpo convexo
Com o desgaste diário da mente vã


Quando, em menino, corria sem pensar em nada
Hoje corro a pensar em tudo e grito à desgarrada

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

De falar contigo, como sempre!

Ah... disso não tenho pressa
Gosto de acasos e de dizer ok
Eu sou curioso a caracterizar
Idem na contemplação inquieta
Não me acerco do signo das estrelas
Não me perco de teorias, só de mulher
Sei mais por elas, da sua boca
Ah... e do signo elas dizem


Gostam de saber tudo...
Ouvir tudo de relance também encaixa
Sabem guardar segredos e dos bem quentes
Exigem não falar, dizem ser ouvintes...
Sem se exporem também
Havendo nudez que seja bem guardada
Um dia pode ser que a guardemos juntos, dia-a-dia
Nunca digo nunca, eu!


Fazem deles bons amigos, confidentes
Prefiro ser carinhosamente mais transparente
E dormir sem receio do hoje se repetir já ao acordar
O dia foi duro e atrapalhado
Um pouco de força rude da mente a atrapalhar
Força a irritação e agora ninguém explica
Mesmo quando se lembra, deixam sem jeito qualquer um
Mais uma vez aguardo as cores do fica bem... comigo!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Só sem apego

Ser pai ou mãe
Dar vida, apoio e orientação
Se fosse só isso?
Não dormir, ter mais preocupações, pensar mais neles do que em nós...
Aih aih
Não sei o que é tal encargo nobre
Observo à minha volta, próximo e aproximo-me do que é...
Talvez não me chegue...
Resta-me não tirar o sono aos meus
Reduzir ao mínimo o incómodo
Por sinal sossegar-me sem apego

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Carregado

Atormento e penitencio amarguradamente o meu interior. A voz do pensamento mais profundo é assolada pela inércia da realidade, do constante sonho de realização que o meu ser busca neste mundo em azáfama, que tarda em acontecer.
Remir os meus pecados? Sujeito-me a sacrifícios só pelas decisões que tomei outrora. Não são pecados aos olhos de Deus, aos olhos do Homem. Não me penitencio perante eles. Perante mim, sim. São pecados meus, da religião íntima da procura do melhor caminho no egoísmo da minha razão.
Ajuizo-me em causa própria do que fui, do que decidi, do que vivo consequentemente.
E só eu me carrego. Só eu me carregarei. Um homem de palha a avolumar-se.

sábado, 25 de setembro de 2010

Em Setembro já há circo!












E será ao nono mês a aurora
Voltará o quotodiano atarefado
E o contar do tempo, hora a hora
O jogo público a nós destinado

A itinerância hiprócrita dos artistas
Com a batuta dos mesmos magos
Malabaristas, acrobatas, ilusionistas
Na ignorância dos mesmos fados

Despreocupado, dará para nada ver
Observador, dará para ver demais
Sem revolta continuará a ser
A obra adiada dos jograis

Santa itinerância de olhos e caras

Palhaço(s)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Santa paciência

"A vida é sobrevivência e
desenrasque. Serão mais capazes os mais audazes e
pacientes!"

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Quem pensa o que é

Harmónica realidade de viver no caos do íntimo de cada ser: humano és!

domingo, 27 de junho de 2010

De ti, mana

Os olhos são alma d'alguém
Assim muitos os dizem
Os meus hoje não te vêem
Mas nada há que os desmotivem

Nada os deixará perder memória
Nada os fará comunicar tudo ao coração
Nada se vai da tua história
Nada de ti sai deste teu irmão

terça-feira, 8 de junho de 2010

SOMBRA

Faz-te medo apanhares-me
Assim às avessas sem Ti
Assim de costas tortas e ébrio
Ou é mesmo isto que vejo aqui

Vai! Vai tu a Ele
Segue a tua desordem vã
Tens-te consciente e viva
Tens-me alerta e não sofrido
Tens-me!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Contrariedades

Contrariedades no presente dar-te-ão a força para tudo enfrentares de frente no futuro... se força tiveres para as combater, se com inteligência as contornares, se com amor e compreensão as viveres e sentires...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Santo Poder, protege-me!

Oh meu santinho que me enalteces
Oh meus correligionários da
lobbice
Dai-me abrigo nas minhas decisões ignóbeis
Protegei-me da revolta dos que quero esmagar
Afastai-os da defesa deles, protegida pela verdade
E pela escrita democrática dos legisladores

Oh meu santo protector desta ignorância nobre
Alia-te à santa da minha graça e roga por mim
Por não saber limpar minha morada, meu lar
Porque dela perdi a entrada, a chave
Não me tornes plebeia, não quero ser pura

Oh Santo Protector dos Ignorantes
Já nada me salva
Nem a àgua benta vinda de cima

(a reza dela)

sábado, 3 de abril de 2010

Como?

Como a noite assim caiu
Como eu assim me corri
Foi de luar e estrelas que viu
Negra esteve e nem senti

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sentido-fazer

Que faz sentido sem acordar certo
Tal sentido de impulso por querer
Qual rumo definir como aberto
Tendo sempre de fazer acontecer

Faço-o, desejo-o, quero-o
É isto de ser assim louco
Igualando o sentir-desespero
Diluindo qualquer peso oco

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sem beijo

Beija-o sem mal
Esmaga esse fervor
Inebriando-te em mim afinal
Julga-o meu sem dor
Onde o sentirei a mal

Seria nobreza saber
Em que reino amo
Maldoror ou teu Plano

Antevirás uma alegria
Montando o teu mundo
Olvidarás a folia
Revivendo-o profundo

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Dos teus olhos sai o real

Só posso ter sonhado com isto, porque na vida real não me lembro de ninguém que me tenha dito semelhantes palavras:
"Nunca ninguém te dirá como deves sentir os outros, como os deves conhecer e apreender no teu conhecimento deles. Se o disserem não lhes ligues porque o que conta afinal é o que vês neles, por tua e livre consciência, o que eles te transmitem sem querer, e isso só tu vês."

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Abalo

O corpo não acompanha a mente e o pensamento turva-se
A irritabilidade cresce e acumula-se no respirar
As acções reorganizam-se no turbilhão de ideias bruscas
Estar expectante e confirmar que é errado prever o mau
Ainda angustia mais e corrói-nos a alegria do sentir
Não sei o que responder ao ego que cresce sozinho
Não sei o que pensar de mim quando me escureço
Não quero ter sentimentos maus dentro de mim
E se os tiver não os quero mostrar para não tropeçar

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Debuda

Chamaram-me em dias
Alguém me tinha como ajuda
Tu amigo/amiga já não crias
E digo-vos: fosse eu buda!

Fosse! Sou!
Tentarei em vosso reforço
Em apoio à vossa mente sã
Tudo deve ser vosso, osso

Segurem-se!
Amparem-se!
Mesmo que a terra estremeça